sábado, 25 de julho de 2009

BRASIL PAGARÁ 3 VEZES POR ENERGIA DE ITAUPU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega paraguaio, Fernando Lugo, anunciaram neste sábado em Assunção um acordo "histórico" sobre a exploração da hidrelétrica Itaipu. Pelo acerto, o Brasil vai praticamente triplicar o valor pago pela energia excedente que compra do vizinho.
O acordo firmado neste sábado também permite ao Paraguai vender gradualmente a energia que não consome no mercado brasileiro sem a intermediação da estatal Eletrobrás. Também foi aberta a possibilidade para que ambas as nações possam vender a energia de Itaipu em outros mercados a partir de 2023.
Pelo tratado de construção de Itaipu, assinado em 1973, cada país tem direito a 50% da energia produzida pela usina, mas a energia não utilizada era obrigatoriamente vendida ao outro país a um preço fixo.
"Este é um acordo histórico (...) Demos um passo importante hoje", disse o presidente brasileiro, após encontro com Lugo na sede do governo paraguaio, em Assunção.
"Não interessa ao Brasil ter um vizinho que não tenha o mesmo ritmo de crescimento do que ele", acrescentou Lula.
Embora Lugo tenha dito que não se chegou a um consenso sobre todos os pontos, seu país conseguiu parte de suas principais reivindicações, que foram as principais bandeiras da campanha do paraguaio às eleições presidenciais de 2008.
"Este não é um acordo, onde alguns ganham e outros perdem, temos de ganhar os dois países para o benefício de nossos povos e da região. Aqui todos ganhamos", disse o paraguaio.
As delegações dos dois países passam, agora, a negociações para viabilizar o acordo, que precisa ser aprovado pelo Congresso dos dois países. Para isso, foram formados grupos de trabalhos, que terão até 60 dias para entregar uma resolução final. Lugo e Lula voltarão a se reunir em três meses para revisar o tratado.
Os dois presidentes assinaram uma declaração conjunta para oficializar o acerto. O texto foi lido pelo ministro paraguaio das Relações Exteriores, Hector Lacognata.
Lula também assumiu o compromisso de financiar vários projetos de infra-estrutura no Paraguai.
O que é a usina de Itaipu? Localizada no Rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai, a usina hidrelétrica de Itaipu foi criada em 1973, mas apenas em 1984 começou efetivamente a gerar energia. É considerada a maior hidrelétrica do mundo, em termos de energia gerada.
Os governos do Paraguai e do Brasil são os dois sócios da empresa, com participações iguais. Quando o tratado foi assinado, ficou acertado que cada país ficaria responsável por 50% do capital inicial (US$ 50 milhões para cada).
O Paraguai, no entanto, não tinha recursos financeiros para isso. A saída foi pegar o dinheiro emprestado com o Brasil, não só para o capital inicial, mas também para outros investimentos, na medida em que o empreendimento era executado. O resultado é uma dívida de US$ 18 bilhões, a ser paga até 2023.
Apesar disso, a usina pertence aos dois países. Brasil e Paraguai têm direito, cada um, a 50% da energia gerada. A empresa tem também duas diretorias, uma de cada lado da fronteira.
No entanto, como o Brasil foi o país que efetivamente pagou pelo projeto, os dois governos concordaram, na época, que o Brasil teria certas preferências.
Uma delas, a que foi modificada neste sábado, dizia respeito à energia excedente. O Paraguai tem direito a 50% da energia gerada, mas como não precisa de todo esse montante, acaba usando apenas 5%. O tratado dizia que o restante (no caso, 45%) deveria ser vendido obrigatoriamente à Eletrobrás, a preço de custo.

Fonte: terra news


Comentário: este é o "sucesso" da nova política internacional estabelecida pelo governo Lula e pelo chanceler Amorim, aquele mesmo que disse que tinha mestrado e doutorado na LSE em Londres e depois voltou atrás. Agora, o que esperar de alguém que mente a titulação acadêmica?
Parabéns pelo não cumprimento dos contratos e pelo exemplo dado a todos os países governados por demagogos populistas que quiserem se eleger às custas do consumidor de energia brasileiro!! Um brinde, somos realmente otários!!!!
Realmente, como disse o nosso presidente, é um "momento histórico". E é. Nunca antes da história do país pós Vargas, diluímos tanto nossas instituições, "cupimnizamos" tanto as estruturas de poder.

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