quarta-feira, 11 de março de 2009

Reintegração de demitidos não será considerada, diz Embraer

g1.com
Com informações da Agência Estado e do Valor Online

Acabou sem acordo a reunião ocorrida na segunda-feira (9) entre a Embraer e sindicatos sobre as demissões feitas pela empresa em fevereiro. A reunião foi promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas.

Em nota, a fabricante de aeronaves afirmou que os sindicatos condicionaram qualquer negociação à reintegração dos empregados desligados, "hipótese que a Embraer não pode absolutamente considerar".

A Embraer disse que ofereceu indenização adicional aos ex-empregados de R$ 1.600 e assumirá a manutenção dos planos de saúde por 12 meses, sem ônus para os funcionários demitidos.

Demissões

No dia 19 do mês passado, a Embraer anunciou a demissão de 4,2 mil funcionários como resposta à crise mundial. O contingente corresponde a 20% do quadro de pessoal da fabricante de aviões.

Na semana seguinte, a pedido do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas (SP), Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, decidiu suspender as demissões até o dia 5 deste mês. Na semana passada, a decisão da liminar foi estendida até o dia 13, quando acontece uma nova audiência de conciliação entre empresa e sindicatos.

Sem reintegração

Na nota divulgada nesta quarta-feira, a companhia informa que, enquanto a liminar de suspensão das demissões for mantida e não houver a homologação das rescisões contratuais já efetuadas, os ex-empregados ficam impedidos de movimentar suas contas de FGTS.

"É importante ressaltar que a liminar concedida não estabelece a reintegração ao emprego ou garantia de emprego ou salários pelo período de sua vigência", observou a Embraer. A Embraer afirmou que a liminar que suspendeu demissões efetuadas pela empresa "não estabelece a reintegração ao emprego".

A Embraer informou ainda que, de acordo com sua política de participação nos lucros, efetuará pagamento, no mês que vem, dos valores relativos aos resultados apurados no exercício de 2008 para todos os funcionários e ex-empregados que deixaram a empresa em 2009.

Comentários: Os sindicatos esperavam o quê? Que a Embraer reconsideraria as demissões devido o pedido liminar concedido pelo juiz?

E o pior que os trabalhadores demitidos estão sendo prejudicados, pois como as rescisões ainda não foram homologadas, eles não podem sacar os valores depositados em suas contas de FGTS...

Claro que os "dirigentes" sindicais que estão chantageando, digo, negociando com a Embraer, não têm q.q problema com isso, afinal estão estáveis...

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