quarta-feira, 19 de novembro de 2008

DESENVOLVIMENTO E EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS

Painel com  indicadores de equidade, competitividade e  sustentabilidade; crise financeira e aquecimento global impõem novos  desafios 

Em um grupo de 11 países selecionados  (Brics, EUA, Finlândia, Espanha, Alemanha, México e Argentina), apenas Brasil,  África do Sul, México e Alemanha reduziram desigualdades de renda entre os  trabalhadores de 1990 a 2005.
 

Em dez dos 11 países, as doenças  cardiovasculares e os diversos tipos de câncer são as principais causas de  morte. Com exceção da África do Sul, onde dispara a Aids. Na Índia,  destacam-se as doenças parasitárias e infecciosas. O Brasil é o primeiro em  mortes violentas; a Alemanha, a última. 

O maior PIB per capita é dos americanos,  mas a melhor performance nos últimos 30 anos foi dos chineses que  multiplicaram por dez o PIB per capita desde 1975. Depois vêm os indianos, que  triplicaram; seguidos por alemães, finlandeses, espanhóis e americanos que, no  mesmo período, quase dobraram seus PIBs por habitante. Na América Latina, a  Argentina registra o maior PIB per capita, mas o México teve o maior  crescimento nas três décadas. 

Esses números fazem parte do  Comunicado da Presidência nº 15,  "Desenvolvimento e Experiências Internacionais Comparadas", que o pesquisador  Milko Matijascic, coordenador deste estudo no Ipea, apresenta amanhã (19/11)  em entrevista coletiva às 9h. 

O desenvolvimento é o principal tema de  toda a produção do Ipea. Diante do contexto de crise mundial, foi elaborada  uma análise comparada de indicadores internacionais para enriquecer o debate  sobre o desenvolvimento e seus desafios. Neste comunicado foram selecionados  países representativos. A saber: 

             • Rússia, Índia e  China - países com acelerado crescimento do PIB e grandes  dimensões de território e população, comparáveis, nesse sentido, ao Brasil,  mas com estratégias de inserção internacional peculiares. 

             • EUA, Alemanha,  Finlândia e Espanha - países centrais com crescimento  econômico rápido no período recente, devido a estratégias específicas de  competição e ou integração regional, representativos também de modelos  específicos de Estado de Bem-Estar. 

             • México e  Argentina - países da América Latina com vasto território e  população que adotaram estratégias alternativas de desenvolvimento se  comparadas ao Brasil, estando mais afinadas com os preceitos das organizações  financeiras internacionais. 

             • África do Sul  - país com grandes similaridades com o Brasil em termos  econômicos e sociais, sobretudo em termos de heterogeneidade estrutural.   

  

Os indicadores que serão apresentados  foram classificados em três tipos distintos: 

             • Equidade - cobertura de programas  sociais essenciais como saúde, educação, saneamento e moradia; abordagem  qualitativa do cenário social, compreendendo expectativa de vida saudável,  qualidade da educação, redução da pobreza e das desigualdades após os serviços  de transferências de renda pelo Estado; evolução do IDH nas últimas décadas e  adesão às normas internacionais do trabalho; 

             • Competitividade - evolução de  indicadores (produtividade horária, capacidade instalada e indicadores de  competitividade com ênfase em logística); estrutura produtiva: produção  interna e sua destinação para fins de exportação (Estrutura da pauta: produtos  primários, intensivos em trabalho e bens naturais, baixa, média ou alta  intensidade tecnológica); evolução dos indicadores de inovação e  competitividade; evolução dos indicadores de inserção externa (indicadores de  grau de abertura financeira e comercial); 

             • Sustentabilidade - emissão de  dióxido, energia e ambiente, preservação da floresta e áreas verdes per  capita; adesão aos protocolos internacionais de proteção ao meio-ambiente.   

  

É  um amplo painel – com números comparáveis mais recentes dos países e de  organismos multilaterais como OMS, OIT e OCDE – que aponta desafios para as  nações e para a humanidade diante da crise provocada pela especulação  financeira nos EUA e diante do aquecimento global. 

Quando:Amanhã (19/11) às  9h 

Onde:Auditório do Subsolo do  Ipea, em Brasília, SBS, Qd 1, Bloco J.

OBS:O material será distribuído  na coletiva 

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