segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Serra: fraude com remédios pode chegar a R$ 200 mi

"Segunda, 1 de setembro de 2008, 16h57 Atualizada às 17h05
Vagner MagalhãesDireto de São Paulo
O governador de São Paulo, José Serra, afirmou que pode chegar a até R$ 200 milhões o prejuízo aos cofres públicos com fraudes em ações judiciais. A declaração do governador foi feita depois de desarticulada uma suposta quadrilha que agia na região de Marília, durante a Operação Garra Rufa, que efetuaria fraudes de medicamentos de psoríase.
"Hoje, o Estado gasta 400 milhões por 30 mil pacientes (atendidos por liminar da Justiça). Desse valor até metade pode haver fraude", disse Serra.
A Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo estima que das 3,8 mil pessoas que recebem medicamentos de psoríase por meio de ordem judicial, 2,5 mil estariam envolvidas em algum tipo de fraude. Se comprovadas as fraudes, a secretaria acredita que o prejuízo seria de R$ 63 milhões ao ano.
Segundo as investigações, a Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo, com sede em Marília, fazia uma seleção de pacientes para os quais seriam receitados medicamentos de alto custo utilizados no tratamento da psoríase. Segundo o governo do Estado, esses pacientes eram inocentes, não tinham conhecimento das fraudes e não eram todos que, necessariamente, precisavam do tratamento indicado.
Os médicos elaborariam laudos que justificariam o tratamento exclusivo com medicamentos de três laboratórios específicos. Depois da prescrição, advogados da quadrilha entravam com ações para que a Justiça determinasse o pagamento do tratamento pelo Estado, segundo divulgou a secretaria. De acordo com as investigações, representantes comerciais, advogados e os laboratórios dividiam os lucros depois que o governo comprava os remédios.
A Operação Garra Rufa contou com a participação de 50 policiais, dentre eles 12 delegados. A investigação levou nove meses e contou com a utilização de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Nove pessoas foram presas.
A ação foi iniciada na cidade de Quata, na região de Marília. Segundo a secretaria, 15 pacientes do município tinham ações ganhas para receber o remédio e três deles não possuíam a doença. Segundo o governo do Estado, o tratamento de psoríase custa R$ 5 mil ao mês e, apenas com esses 15 pacientes, a Saúde pode ter gasto R$ 900 mil ao ano.
Garra Rufa, como foi chamada a operação, é o nome de um peixe criado em piscinas na Turquia e se alimenta da pele de doentes com psoríase."

Fonte: terra news


Comentários: a literatura está aí...que incentivos são criados por estas ações individuais para defesa de interesses e direitos coletivos...

E a pergunta não quer calar: estas liminares melhoraram o caos da saúde pública....

Nenhum comentário: