quarta-feira, 4 de junho de 2008

Incra impede Stora Enso de comprar terras no RS

ZEROHORA.com

Faixa de fronteira impede que empresa estrangeira adquira as propriedades

A empresa multinacional Stora Enso foi impedida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de comprar terras no Rio Grande do Sul para florestamento. O instituto usa como base a localização das propriedades na chamada faixa de fronteira.

Como a Stora Enso é estrangeira, é necessária autorização prévia do Conselho de Defesa Nacional, o que não ocorreu. A empresa vai recorrer judicialmente. O parecer da procuradoria do instituto recomenda que todos os contratos sejam anulados. A multinacional já adquiriu mais de 90 fazendas, num total de 46 mil hectares.

No Congresso Nacional, há projeto que reduz a faixa de fronteira.

Comentários:
"Burrocracia" + legislação antiquada = menos investimentos
E isso tudo num RS que tenta se reerguer da estagnação, e que não pode prescindir de capital estrangeiro.

2 comentários:

Nirio Lyma de Menezes disse...

Aos colegas comunico que visitei um desses municípios onde o "florestamento" esta sendo implantado. Durante a visita conversei com o presidente da Associação Comercial e o Prefeito, ambos amigos de longa data, e confesso que fiquei alarmado com os efeitos negativos dessa atividade demonstrados em números por ambos. Considero que devemos observar com reservas esses investimentos pois sua repercussão a curto prazo já está se montrando negativa em nível de desemprego, exôdo rural e queda de receitas privadas e públicas. Assim não podemos ser ingênuos e observar a questão sob enfoque imediatista.

Luciano Timm disse...

Ok Nirio, concordo com você que temos que ser cautelosos.

Por outro lado, vejo cada vez com maior cautela também o discurso ambientalista. Acredito que ele também pode estar em parte ancorado em interesses econômicos de países europeus, preocupados em manter subsídios e dificultar o desenvolvimento do Brasil.

Por que não vão na China pressionar para os chineses assinarem o protocolo de quioto...

Ademais, lembremos do modelo finlandês...cujo desenvolvimento começou pela indústria de celulose...

Mas evidente, todo cuidado é pouco.