terça-feira, 20 de novembro de 2007

RAP E LAW AND ECONOMICS

Tenho me dedicado a analisar algumas letras de RAP. Tanto do "modelo americano" (Dre & Cia) como do "modelo brasileiro" (Racionais & Cia).

Notadamente fica claro que o pobre brasileiro tem uma situação muito pior. Poucas periferias do mundo (talvez em Johanesburgo, Cidade do Cabo, Medellin) haja algo semelhante.

Dito isso, fica claro nas letras, especialmente do "modelo brasileiro" em que a opção pelo crime se dá claramente na vida de uma pessoa. Na letra louca vida, o "rapper" diz lá pela las tantas que o que mais odeia é ostentação. Imagina ele usando roupas e utensílios de grife e indo de Audi ou Citroen "para lá e para cá". Refere também que dinheiro dá acesso a modelos, prostitutas. Enfim, nada de realmente nobre. Diz que viu o lado "bom" dele ir embora há muito tempo.

Ele termina a música se questionando se vale ter uma vida de rei (ladrão) por pouco tempo ou uma vida de zé ninguém a vida inteira. Reconhece que gostaria de morar num lugar simples, mas São Paulo tudo gira em torno de dinheiro.

Evidentemente: a) ele não está ressaltando uma situação de miséria de quem não tem o que comer; b) ele tem a clara opção de ser bom; c) ele poderia optar por uma vida muito humilde mais não quis; d) prefere o consumismo e a ostentação.

Naturalmente que ele está ponderando custo-benefício. Se estivesse nos EUA onde a punição é muito mais severa e com muito mais probabilidade de ser aplicada a conclusão dele estaria mais perto do Dre onde a mensagem é mais no sentido de proporcionar aos amigos "barbecue everyday, no more hard work" (Refiro-me a letra Still Dre). Ambas disponíveis no youtube.

Não me sinto confortável de ir além da análise da letra para comentar gêneros musicais.

Mas nesse estilo (sendo bem mais sofisticado e rico musicamente) tem a opção do Ultraman.

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