terça-feira, 20 de novembro de 2007

PAC da Ciência

Criticamos quando devemos criticar, mas também elogiamos quando estes são devidos.

É o caso do programa lançado nessa terça pelo presidente Lula pelo nome Plano de Ação da Ciência e Tecnologia que prevê investimentos de R$ 41,2 bilhões até 2010.
As medidas incluem reajuste de 20%, a partir de março, no valor das bolsas de mestrado e doutorado, a concessão de benefícios fiscais a empresas que apóiam projetos de pesquisa científica, e a ampliação do número total de bolsas concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até 2010. O objetivo é chegar nesta data a 160 mil bolsas, 70 mil a mais do que as atuais.

Comentários: politica a parte, o importante é que esta se investindo em educação de nível superior, criando-se incentivos maiores para a pesquisa. Já é lugar comum que o desenvolvimento de um país e o fortalecimento de suas instituições passa pela qualificação dos estudantes, principalmente destes que serão beneficiados por este programa.

A questão fica se isso será aplicado de verdade ou é mais um plano que ficará no papel e será usado apenas como instrumento de propaganda politico-partidária.....

2 comentários:

Luciano Timm disse...

Na verdade temos que ver quem será o destinatário dessas verbas e a que grupo de interesses servirá. Verba governamental sempre tem risco de agência, rent seeking, etc...
Mais temos que ver o retorno para sociedade dessa ciência em patentes (royalties). Até hoje nossa ciência é pífia em patentes.

Falta um estudo de campo comparativo quanto que a Coreia do Sul gasta em pesquisa e quanto o Brasil gasta. Daí podemos ter uma idéia comparativa real de nossa situação.

Renato Caovilla disse...

Segundo dados do Editorial da Folha de S. Paulo, de 24/11/2007, as empresas, no Brasil, investem pouco em P&D (o,51% do PIB). Somadas todas as fontes, o investimento total em P&D no Brasil coreesponde a 1,02% do PIB. Isso é, ainda segundo o editorial, METADE do que investe a Coréia do Sul.