segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Judiciário e Crédito no Brasil

“O mercado de crédito só irá se desenvolver com um Judiciário coerente”.

O risco jurisdicional faz parte do cálculo das instituições financeiras quando da elaboração das políticas de empréstimos de recursos. Entretanto, no Brasil, difícil é realizar tal matemática.

Há uma diferença entre “risco” e “incerteza” – importante, vez que o mercado de crédito funciona em ambientes previsíveis -, a saber: o risco pode ser precificado, ao passo que a incerteza não. Nesse sentido, em certas decisões, o viés ideológico dos julgadores guia as suas decisões, muitas vezes afastando aquele que tem direito do proveito que tal lhe confere, o que gera a imprevisibilidade. A conseqüência disso, para o mercado de crédito, é clara: “a impossibilidade de se saber qual o preço de algo faz com que, simplesmente, seja preferível não operar naquele mercado”. Isso é uma das formas de se explicar a escassez de crédito no Brasil, segundo Jairo Saddi, em entrevista ao Espaço Jurídico Bovespa.

Conferir muito mais em: http://www.bovespa.com.br/Investidor/Juridico/070813NotA.asp

Um comentário:

Francisco Kümmel Alves disse...

Risco é um dado social objetivo que pode ser quantificável, ou seja, é estatisticamente mensurável.
Ulrich Beck aduz que o conceito de risco "designa a invenção de uma civilização que busca tornar previsíveis as conseqüências imprevisíveis das decisões tomadas, controlar o incontrolável, sujeitar os efeitos colaterais a medidas preventivas conscientes e aos arranjos institucionais apropriados" (2003).

Quando se aumenta o risco de atuar em determinada área há imediatamente um impacto no sistema de preços com a oneração dos serviços/produtos. Mediatamente ocorre o aumento nos custos de transação que pode levar a inviabilidade do negócio.

É desejável sempre ter isso em mente quando da tomada de qualquer decisão para que a alocação de recursos seja eficiente.